13 de outubro de 2026
Cesta básica sobe 4,98% em Dourados e chega a R$ 760,10 em setembro
Publicado em 13 de outubro de 2026 - 13h42

Tomate lidera as altas, com aumento de 25,05%; diferença de preços entre supermercados pode chegar a R$ 183, segundo pesquisa da UFGD

  1. A cesta básica ficou 4,98% mais cara em Dourados em setembro, passando de R$ 724,07 para R$ 760,10, segundo levantamento do Projeto de Extensão do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados (Face/UFGD). Dos 13 produtos pesquisados, sete registraram aumento de preço, com destaque para o tomate, que subiu 25,05% pelo segundo mês consecutivo.
  2. Depois do tomate, as maiores altas foram registradas na margarina, com aumento de 7,97%, na batata, que ficou 5,66% mais cara, e na carne, com elevação de 5,32%. O arroz subiu 3,62%, o açúcar teve alta de 3,51% e o feijão aumentou 1,93%.
  3. Entre os produtos que ficaram mais baratos, o óleo de soja apresentou a maior redução, de 6,33%. O leite caiu 3,65%, a banana teve queda de 2,37%, a farinha de trigo recuou 1,05% e o café ficou 0,41% mais barato. O pão francês não apresentou variação de preço pelo segundo mês consecutivo.
  4. O levantamento utiliza os 13 produtos que compõem a cesta básica definida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), conforme os critérios estabelecidos pela legislação brasileira. Os dados ajudam a acompanhar o custo dos alimentos essenciais e o impacto dos preços no orçamento das famílias.

Custo compromete quase metade do salário mínimo

  1. Com o valor de R$ 760,10, a cesta básica compromete 46,89% do salário mínimo de um trabalhador que cumpre jornada mensal de 220 horas. Segundo o estudo, são necessárias 103 horas e 10 minutos de trabalho para pagar os produtos essenciais pesquisados.
  2. O levantamento também mostra que a cesta básica de Dourados ficou mais cara do que em 15 capitais brasileiras, mas permaneceu abaixo do valor registrado em Campo Grande, onde o conjunto de produtos custou R$ 806,56, conforme dados do Dieese.

Diferença entre supermercados pode gerar economia

  1. O coordenador do projeto, o economista e professor da Face/UFGD Enrique Duarte Romero, destaca a importância de pesquisar preços antes de fazer as compras. Segundo ele, a diferença entre estabelecimentos que vendem os mesmos produtos pode representar uma economia significativa para o consumidor.
  2. Em setembro, a diferença de preços da cesta básica entre supermercados chegou a 21,97%, o equivalente a aproximadamente R$ 183. De acordo com o professor, esse valor poderia ser utilizado para comprar cerca de 49,6 litros de etanol ou aproximadamente 3,87 quilos de carne, considerando o preço médio de R$ 47,26 por quilo para cortes como coxão mole, coxão duro e patinho.
  3. Romero recomenda que os consumidores consultem as pesquisas mensais de preços divulgadas pelo Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), que identificam os valores praticados nos estabelecimentos comerciais de Dourados.
  4. A orientação é comparar os preços antes de sair às compras, especialmente em um cenário de aumento dos alimentos básicos. A escolha do supermercado pode fazer diferença no orçamento mensal e ajudar as famílias a reduzir os gastos com alimentação.
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