- O julgamento dos cinco réus acusados de envolvimento na morte do jogador de futebol Hugo Vinicius Skulny Pedrosa, de 19 anos, foi adiado para 22 de fevereiro de 2027. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22) pelo juiz Renan da Silva Pinto, após a Justiça aceitar a justificativa médica apresentada pela defesa de Danilo Alves Vieira da Silva. O júri estava previsto para começar na próxima segunda-feira (26), em Amambai.
- O advogado de Danilo sofreu uma fratura no pé esquerdo e deverá permanecer afastado das atividades profissionais por 45 dias. Como ele é o único defensor constituído pelo réu, o magistrado avaliou que uma substituição às vésperas do julgamento poderia comprometer o direito de defesa.
- O juiz também descartou a possibilidade de realizar o julgamento dos outros acusados separadamente. Segundo a decisão, a divisão exigiria a repetição de depoimentos e poderia levar a avaliações diferentes sobre fatos e provas relacionados ao mesmo caso.
- A nova data foi definida considerando o período de afastamento médico, a agenda da Vara Criminal de Amambai e o calendário do Judiciário no encerramento de 2026 e início de 2027. Danilo e Rúbia Joice de Oliver Luvisetto continuam presos preventivamente.
- Crime ocorreu em junho de 2023
- Hugo Vinicius foi morto em junho de 2023, após sair de uma festa na região de fronteira, em Sete Quedas. Conforme as investigações, o jovem foi baleado e teve o corpo esquartejado. Partes dos restos mortais foram encontradas no Rio Iguatemi.
- Cinco pessoas respondem a processo relacionado ao caso. Danilo Alves Vieira da Silva, Rúbia Joice de Oliver Luvisetto e Cleiton Torres Vobeto foram pronunciados para responder por acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Patrick Eduardo do Nascimento e Noemi Matos de Oliver respondem por fraude processual.
- O julgamento foi transferido de Sete Quedas para Amambai por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), após pedidos relacionados à segurança e à possibilidade de garantir a imparcialidade dos jurados.
- Com o novo adiamento, o julgamento está previsto para ocorrer mais de três anos e meio após a morte do jogador.