- Cerca de 30 mães de estudantes protestaram nesta quinta-feira (8) em frente à Escola Estadual Nova Itamarati, em Ponta Porã, para cobrar melhorias e mais segurança no transporte escolar da região. A manifestação ocorreu dois dias depois de uma roda de ônibus se soltar durante o trajeto pela MS-164, deixando alunos parados às margens da rodovia.
- Com cartazes, as famílias pediram veículos em melhores condições e a presença de monitores durante os trajetos. O episódio ocorrido na terça-feira (6) aumentou a preocupação dos pais, que afirmam que problemas nos ônibus utilizados para transportar os estudantes já acontecem há algum tempo.
- Segundo relatos apresentados durante o protesto, os estudantes ficaram por horas aguardando atendimento depois da pane. Uma das mães, Luciene Godoy de Moraes, contou que encontrou o ônibus parado às margens da rodovia por volta das 14h e afirmou que as crianças estavam no local desde antes das 13h, sob calor e sem alimentação adequada.
- A manifestação também foi motivada por outros relatos de problemas nos veículos. Segundo as mães, já houve situações envolvendo ônibus que apresentaram fumaça, princípio de incêndio e falhas mecânicas, além do episódio mais recente em que uma roda se soltou. As famílias também reclamam da ausência de monitores, principalmente porque muitos estudantes percorrem longas distâncias diariamente pela MS-164.
- A comunidade afirma que já havia procurado autoridades municipais anteriormente. Conforme documento apresentado pela Escola Estadual Nova Itamarati, uma reunião ocorreu em maio, outra em setembro e, no dia 6 de outubro, mães participaram de uma reunião na Câmara Municipal de Ponta Porã para cobrar providências. No mesmo dia, ocorreu a pane envolvendo o ônibus escolar.
- Prefeitura anuncia vistoria em toda a frota
- Após o protesto, representantes das secretarias municipais de Educação e Administração foram até a escola para conversar com as famílias e anunciar novas medidas.
- A Prefeitura informou que fará uma vistoria completa nos ônibus utilizados no transporte escolar, com participação de mecânicos. Os veículos que apresentarem problemas ou não comprovarem condições adequadas de segurança deverão ser retirados de circulação. As inspeções e avaliações estão previstas para continuar entre os dias 12 e 16 de outubro.
- Segundo informações divulgadas pelo município, a empresa responsável pelo transporte escolar atende 26 linhas, sendo 18 delas na região de Itamarati. O ônibus envolvido no incidente permanece fora de circulação.
- A Prefeitura também informou que abriu um procedimento administrativo contra a empresa responsável pelo serviço. De acordo com informações divulgadas pelo município, o processo pode resultar em penalidades e até na rescisão do contrato, mas a empresa terá direito à defesa antes de qualquer decisão definitiva.
- O município afirmou ainda que, caso sejam identificados veículos sem condições de segurança, poderá recorrer a uma contratação emergencial para substituir os ônibus considerados inadequados. A administração também pretende reforçar a fiscalização do contrato e acompanhar de forma mais frequente as condições dos veículos.
- Até a publicação da reportagem, a Secretaria Municipal de Educação não havia apresentado resposta aos questionamentos específicos feitos pelo Campo Grande News. O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura e da pasta.
- Para as famílias, a cobrança é principalmente por segurança, já que os estudantes percorrem diariamente longas distâncias entre as comunidades rurais e a escola. A expectativa agora é que as vistorias anunciadas resultem em medidas concretas para evitar novos problemas durante o transporte dos alunos.