2 de novembro de 2026
PAA Indígena distribui mais de 8 toneladas de alimentos em aldeias de Dourados
Publicado em 23 de outubro de 2026 - 13h27
  1. A Prefeitura de Dourados adquiriu mais 1.258 quilos de alimentos produzidos por agricultores familiares indígenas na Aldeia Panambizinho, na quinta-feira (15), e distribuiu os produtos às famílias cadastradas no programa municipal de segurança alimentar. Com a nova entrega, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Indígena acumulou 8.306 quilos de alimentos recebidos desde o início das atividades, em 22 de setembro.
  2. A iniciativa conecta produtores indígenas a famílias que precisam de apoio alimentar. Os agricultores recebem pelo que produzem, enquanto os alimentos adquiridos pelo município são destinados gratuitamente às comunidades atendidas pelo programa.
  3. Segundo o secretário municipal de Agricultura Familiar, Bruno Pontim, a ação beneficia tanto quem cultiva e comercializa os produtos quanto as famílias que recebem os alimentos. O programa foi viabilizado com R$ 500 mil em recursos federais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
  4. Desde o início da execução, foram realizados oito ciclos de recebimento, entrega e distribuição simultâneos. Além dos alimentos frescos, o programa inclui produtos preparados artesanalmente, como pães enriquecidos, pães caseiros de trigo, bolachas de polvilho e doces tradicionais.

Alimentos incluem frutas, verduras e produtos artesanais

  1. A produção adquirida inclui mandioca com e sem casca, batata-doce, bananas dos tipos nanica, maçã, prata e terra, chuchu, repolho, tomate, laranja, limão, alface, abóboras, cenoura, beterraba, pimentão e rúcula. O programa também conta com quatro produtores tradicionais responsáveis pelo fornecimento de leite integral pasteurizado, ampliando a variedade de alimentos destinados às famílias.
  2. A produção vem de agricultores cadastrados pela Secretaria Municipal de Agricultura Familiar, incluindo moradores das reservas indígenas Jaguapiru, Bororó e Panambizinho. Antes da liberação dos produtos, equipes técnicas realizam visitas semanais às áreas de cultivo, com georreferenciamento, registros fotográficos e verificação da qualidade dos alimentos.

Distribuição ocorre em nove pontos

  1. As entregas são realizadas duas vezes por semana por meio de uma rede composta por nove locais: sete escolas indígenas municipais, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Indígena Bororó e uma entidade beneficente.
  2. De acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura Familiar, todo o volume comprado pelo programa é destinado à doação e ao consumo das famílias atendidas nas aldeias. A proposta é fortalecer a produção local, gerar renda para os agricultores indígenas e ampliar o acesso a alimentos variados nas comunidades.
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