- As chuvas que atingem regiões produtoras do Sudeste estão dificultando a reta final da colheita de café e aumentando a preocupação dos produtores com possíveis perdas de qualidade. O excesso de umidade tem impedido a entrada de máquinas nas lavouras, atrasando principalmente a retirada dos frutos que caíram no solo durante a colheita.
- Na área de atuação da Cooxupé, uma das maiores cooperativas de café do país, a colheita havia atingido 95,4% até o dia 4 de setembro. Entre as principais regiões acompanhadas, São Paulo registrava 97,1% da área colhida, seguido pelo Sul de Minas, com 95,9%, pelo Cerrado Mineiro, com 95,4%, e pelas Matas de Minas, com 85% de avanço.
- No Sul de Minas, uma das etapas que ainda preocupa produtores é a chamada varreção, processo de recolhimento dos frutos que permanecem no chão após a passagem da colheita. Com o solo encharcado, os equipamentos têm dificuldade para operar, o que pode prolongar a permanência dos grãos em contato com a umidade.
- O atraso aumenta o risco de deterioração dos frutos, podendo comprometer a qualidade do café produzido e reduzir o valor recebido pelos agricultores. A situação exige uma janela de tempo mais seco para que as máquinas voltem ao campo e o trabalho seja concluído antes que ocorram perdas maiores.
- Além dos desafios da colheita, as chuvas chegam em um momento delicado para algumas propriedades, que já registram o início de uma nova florada do café. O excesso de movimentação nas lavouras durante essa fase pode causar queda de flores e frutos recém-formados, prejudicando o potencial produtivo das próximas safras.
- A previsão indica a continuidade de instabilidades em áreas produtoras de Minas Gerais e São Paulo, fazendo com que períodos de tempo firme sejam considerados fundamentais para finalizar a colheita, preservar a qualidade dos grãos e reduzir impactos econômicos para os cafeicultores.