- O ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul Neno Razuk (PL) continuará preso após o ministro Carlos Pires Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negar mais uma tentativa da defesa para obter a liberdade. A decisão mantém a prisão preventiva enquanto o caso segue em análise pela Justiça.
- Neno Razuk está preso desde 2 de agosto de 2026, quando foi localizado e detido na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A prisão ocorreu após a emissão de um mandado judicial contra ele no Brasil e enquanto era analisada a possibilidade de inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol, por meio da chamada Difusão Vermelha.
- Após negar o pedido, o ministro do STJ solicitou novas informações ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para auxiliar na análise do processo. O Ministério Público Federal (MPF) também deverá apresentar manifestação sobre o caso antes de uma nova avaliação pela Sexta Turma do STJ.
- Atualmente, existem dois recursos apresentados pela defesa do ex-parlamentar no tribunal superior com o objetivo de reverter a prisão. Um deles já está em fase de julgamento pelo colegiado.
Investigação da Operação Successione
- A prisão de Neno Razuk está relacionada a um desdobramento da 4ª fase da Operação Successione, investigação que apura suspeitas envolvendo atividades ligadas ao jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
- Segundo as investigações, o ex-deputado é um dos alvos da operação, que busca esclarecer a atuação de pessoas relacionadas ao esquema investigado. O processo segue sob análise das autoridades competentes.
Perda do mandato parlamentar
- Antes da prisão, Neno Razuk havia perdido o mandato de deputado estadual em maio de 2026, após decisão da Justiça Eleitoral que anulou votos de dois candidatos do partido: Loester Trutis e Raquele Trutis.
- Com a alteração no resultado eleitoral, houve mudança na composição das cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
- Após a perda do mandato, o ex-deputado deixou o país e posteriormente foi localizado na Bolívia, onde acabou preso pelas autoridades locais em cumprimento ao pedido judicial brasileiro.
Próximos passos
- O caso ainda deverá passar por novas análises no STJ. A Sexta Turma da Corte Superior deverá avaliar os recursos apresentados pela defesa, considerando as informações encaminhadas pelo TJMS e o posicionamento do Ministério Público Federal.
- Enquanto não houver nova decisão judicial, permanece válida a prisão preventiva determinada contra Neno Razuk.