- A JBS e o Grupo Viva anunciaram a criação da JBS Viva, uma nova companhia que nasce com capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano e passa a atuar como uma das maiores operações globais do setor. A união reúne as atividades de processamento, beneficiamento e comercialização de couro das duas empresas, formando uma estrutura com presença internacional.
- A nova empresa terá participação dividida igualmente entre os grupos, com 50% de controle para cada lado. A JBS irá transferir seus ativos da divisão de couros no Brasil para a operação conjunta, enquanto o Grupo Viva consolidará sua estrutura de negócios antes da conclusão definitiva da transação. O acordo ainda depende das aprovações necessárias dos órgãos reguladores.
- Com a integração das operações, a JBS Viva contará com uma estrutura formada por 31 fábricas distribuídas em seis países, incluindo Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã, além de milhares de colaboradores envolvidos na cadeia produtiva do couro.
- A expectativa das empresas é ampliar a competitividade internacional do couro brasileiro, aumentando a escala de produção e fortalecendo a atuação em mercados que exigem maior padronização, rastreabilidade e sustentabilidade. O setor atende principalmente indústrias como a automotiva, moveleira, calçadista e de artigos de luxo.
- A governança da nova companhia será compartilhada entre as empresas. A JBS indicará o presidente do conselho e o diretor financeiro, enquanto o Grupo Viva ficará responsável pela indicação do executivo-chefe e do diretor de operações.
- Segundo as empresas, algumas operações específicas ficaram fora da união, incluindo atividades relacionadas à produção de colágeno e gelatina, além de determinados ativos internacionais. A estratégia é concentrar a nova companhia nas operações consideradas mais integradas ao mercado global de couro.
- A criação da JBS Viva ocorre em um momento de busca por maior eficiência na cadeia da proteína animal. Como o couro é um subproduto do abate bovino, a ampliação da capacidade de processamento pode influenciar a forma como frigoríficos e curtumes trabalham o aproveitamento integral do animal, agregando valor à produção pecuária.
- Para Mato Grosso do Sul, estado com forte presença na pecuária e na indústria de processamento de carne, movimentos desse porte têm relevância econômica, já que o couro faz parte da cadeia de aproveitamento dos bovinos abatidos e movimenta fornecedores, transporte e serviços ligados ao setor.