16 de setembro de 2026
BR-163 em MS terá teste de radar por velocidade média em trecho de 11 km; sistema não vai gerar multas nesta fase
Publicado em 16 de setembro de 2026 - 07h16
  1. Motoristas que trafegam pela BR-163 em Mato Grosso do Sul terão contato com um novo modelo de monitoramento de velocidade em caráter experimental. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou um projeto-piloto que irá testar o controle por velocidade média em um trecho de aproximadamente 11 quilômetros da rodovia, entre os quilômetros 620 e 630, em São Gabriel do Oeste.
  2. Diferentemente dos radares tradicionais, que registram apenas a velocidade do veículo em um ponto específico da estrada, o novo sistema calcula o tempo gasto pelo motorista para percorrer determinada distância entre dois equipamentos de monitoramento.
  3. Na prática, o modelo busca evitar o comportamento conhecido como “frear no radar e acelerar depois”. O sistema registra o horário em que o veículo passa pelo primeiro ponto e compara com o momento em que ele chega ao segundo ponto. Com base na distância e no tempo percorrido, calcula a velocidade média do trajeto.
  4. Apesar da tecnologia permitir identificar se um veículo percorreu o trecho acima do limite permitido, não haverá aplicação de multas durante o período de testes. A ANTT estabeleceu que os dados coletados na fase experimental terão finalidade técnica, educativa e de avaliação da tecnologia.
  5. A autorização foi formalizada pela Decisão SUROD nº 1.338, de 9 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 11 de setembro. O projeto será executado pela Concessionária de Rodovia Sul-mato-grossense S.A., responsável pela concessão da BR-163/MS, atualmente operada pela Motiva Pantanal, antiga CCR MSVia.
  6. O experimento terá duração inicial de 180 dias, contados a partir da instalação dos equipamentos e do início efetivo do monitoramento. O prazo poderá ser prorrogado ou encerrado antes do previsto, dependendo dos resultados obtidos e de avaliações técnicas da Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD).

Como funciona o sistema de velocidade média

  1. O funcionamento depende de dois pontos de controle instalados em uma mesma rota.
  2. O primeiro equipamento registra a passagem do veículo e marca o horário. Mais adiante, o segundo ponto identifica novamente a passagem. A partir da distância entre os locais e do intervalo de tempo gasto pelo veículo, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida.
  3. Por exemplo, em uma via com limite de 60 km/h, um veículo precisa percorrer, em média, no mínimo um quilômetro por minuto. Se dois pontos estiverem separados por 2,5 quilômetros, o motorista precisaria levar pelo menos 2 minutos e 30 segundos para respeitar esse limite médio.
  4. Caso o trajeto seja concluído em tempo menor, o sistema identifica que a velocidade média ficou acima do permitido.

Sinalização será obrigatória

  1. Durante o teste, a concessionária deverá instalar placas e sinalização informando os motoristas sobre o monitoramento da velocidade média.
  2. A exigência faz parte das regras estabelecidas pela ANTT para garantir transparência aos usuários da rodovia durante o período experimental.
  3. O objetivo é avaliar como a tecnologia funciona em condições reais de tráfego e observar o comportamento dos motoristas diante do novo formato de acompanhamento.

Dados serão enviados mensalmente à ANTT

  1. A concessionária responsável deverá encaminhar relatórios periódicos à SUROD com informações sobre o funcionamento do sistema.
  2. Entre os pontos analisados estarão:
  3. confiabilidade dos dados gerados pelos equipamentos;
  4. desempenho operacional da tecnologia;
  5. funcionamento dos dispositivos;
  6. comportamento dos usuários;
  7. outros aspectos técnicos considerados relevantes.
  8. A ANTT também poderá solicitar informações adicionais durante o período de testes.

Tecnologia é avaliada em outros estados

  1. O projeto faz parte de uma série de testes autorizados pela SUROD em rodovias federais concedidas. Além de Mato Grosso do Sul, experiências semelhantes estão previstas em trechos de rodovias no Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
  2. Neste primeiro momento, a instalação do sistema na BR-163/MS representa apenas uma etapa de avaliação da tecnologia. Uma eventual adoção futura para fiscalização com aplicação de penalidades dependerá dos resultados dos testes e de novas análises técnicas e regulatórias.
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