- A direção da Penitenciária Estadual de Dourados (PED) passou a ser questionada após uma denúncia apontar possível favorecimento aos irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, presos desde novembro de 2025 durante a quarta fase da Operação Successione. Segundo a denúncia, os dois estariam ocupando uma cela individual em uma unidade marcada pela superlotação. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) confirmou que os presos estão em uma área isolada, mas negou qualquer tipo de privilégio e afirmou que a medida segue critérios de segurança.
- De acordo com informações divulgadas pelo Campo Grande News, os irmãos teriam permanecido anteriormente no Raio IV da PED, setor destinado ao atendimento de saúde, antes de serem transferidos para a chamada Cadeia Linear. A denúncia afirma que não havia justificativa médica para a permanência deles no local, o que teria gerado questionamentos dentro da própria unidade prisional.
- A Agepen informou que a mudança ocorreu após uma reclassificação de risco dos custodiados. Segundo o órgão, Jorge e Rafael estavam inicialmente em uma cela de convívio com outros presos, mas foram colocados em isolamento por questões relacionadas à segurança, levando em consideração as operações policiais envolvendo integrantes da família Razuk.
- Em nota, a agência afirmou que o procedimento faz parte de medidas de segurança interna da penitenciária e tem como objetivo preservar a ordem dentro do sistema prisional. A Agepen destacou que o isolamento não representa benefício ou tratamento privilegiado aos detentos.
- A situação poderá ser analisada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul caso sejam apresentados elementos que indiquem alguma irregularidade na condução do caso. Até o momento, não há confirmação de investigação formal contra servidores da unidade relacionada à denúncia.
- Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk foram presos em 25 de novembro de 2025, durante a quarta fase da Operação Successione, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A operação investigou uma suposta organização criminosa ligada à exploração de jogos de azar em Mato Grosso do Sul. O Ministério Público Estadual informou que a investigação envolveu suspeitas de crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos.
- A operação também teve como alvo o ex-deputado estadual Roberto Razuk, pai dos irmãos, que atualmente cumpre prisão domiciliar por questões de saúde. A investigação do Gaeco apontou ainda outros familiares e aliados como integrantes do grupo investigado, que nega as acusações por meio das defesas dos envolvidos.