- O empresário Maurício da Rosa Orsini falou publicamente pela primeira vez após o assassinato do filho Vitor Orsini, de 19 anos, morto com três tiros na cabeça no dia 7 de agosto, no pátio da revenda de veículos da família, na Avenida Hayel Bon Faker, em Dourados (MS). Em um comunicado feito nesta quarta-feira (26), após a Polícia Civil divulgar o resultado das investigações, Maurício classificou a perda como uma “dor imensurável” e agradeceu o trabalho das forças de segurança.
- Sem responder perguntas dos jornalistas e sem citar os suspeitos do crime, o empresário afirmou que o momento agora é de buscar tranquilidade para a família, formada por ele, a esposa e a filha adolescente, irmã de Vitor.
- “Vim aqui mais para agradecer a quem me apoiou, a quem está apoiando a família, a quem está nos abraçando nessa perda imensurável, nessa dor. Minha criança, meu bebê. A gente vai precisar um pouquinho de sossego agora”, declarou.
- Maurício destacou o empenho da Polícia Civil durante a investigação e afirmou que a família precisava de respostas para conseguir seguir em frente.
- “Até agora a gente continua sem entender o porquê aconteceu isso com nós. Como é que nós íamos viver sem essa resposta, sobre o que aconteceu?”, disse.
- Segundo ele, Vitor era um jovem trabalhador e não tinha envolvimento com qualquer situação criminosa. O empresário afirmou que o filho morreu de forma inocente, enquanto fazia uma das coisas que mais gostava.
- “Meu filho olhava para a frente, ele não tinha medo de ninguém. Ele morreu inocentemente fazendo o que ele mais gostava, que era trabalhar”, afirmou.
Polícia aponta que jovem foi morto por engano
- De acordo com a Polícia Civil, Vitor foi vítima de uma emboscada planejada contra outro homem, identificado como Adriano, que seria o verdadeiro alvo dos criminosos. A investigação apontou que Adriano deveria comparecer à loja de veículos no dia do crime para negociar um carro, mas não apareceu no local.
- Os pistoleiros, segundo a polícia, confundiram Vitor com o alvo e efetuaram os disparos contra o jovem.
- Quatro pessoas já foram presas por envolvimento no assassinato: os apontados como executores Denis Barbosa de Melo, de 22 anos, e Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos; um adolescente de 17 anos suspeito de dar apoio à ação e participar do furto da motocicleta usada no crime; e o empresário Claudio Henrique de Arruda, de 43 anos, apontado como mandante.
- Outros dois suspeitos de intermediar a contratação dos pistoleiros, Jeferson Lopes, de 31 anos, e Marcos Antonio Olmedo Vera, de 23 anos, continuam foragidos.
Empresário critica especulações nas redes sociais
- Durante o pronunciamento, Maurício também comentou sobre as informações falsas divulgadas nas redes sociais após o crime. Ele afirmou que a família sofreu ainda mais com especulações sem fundamento.
- “Acabou chegando coisa do tribunal da internet”, disse.
- O empresário reforçou que a família nunca viveu com medo e que agora deseja apenas paz para enfrentar o luto.
- “Viramos uma página agora, era necessário e importante. Ninguém deseja isso para ninguém. Agora, quero um pouquinho de paz para nós”, finalizou.