16 de setembro de 2026
Lula diz que “quem cometeu erro tem que pagar” ao comentar crise envolvendo STF
Publicado em 16 de setembro de 2026 - 11h02
  1. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que qualquer pessoa que tenha cometido erro deve responder por seus atos, ao comentar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. 
  2. A declaração ocorreu em meio à repercussão da sessão do STF realizada na terça-feira (15), que terminou sem uma decisão sobre a possibilidade de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes a partir de informações obtidas pela Polícia Federal no caso. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. 
  3. Segundo Lula, eventuais irregularidades devem ser apuradas sem distinção entre autoridades. “Quem cometeu erro tem que pagar”, afirmou o presidente ao tratar do tema. A posição foi apresentada como defesa de que investigações devem seguir os procedimentos legais e alcançar todos os envolvidos caso existam indícios. 
  4. A crise no STF ganhou destaque após a divulgação de informações relacionadas ao conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, material que passou a integrar discussões dentro da Corte. O caso envolve questionamentos sobre a condução das investigações e sobre a forma como documentos foram encaminhados ao Supremo.
  5. Durante a sessão de terça-feira, os ministros divergiram sobre o rito de análise dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Parte dos integrantes da Corte defendeu que as situações fossem avaliadas em conjunto, enquanto outros defenderam tramitações separadas. A discussão foi interrompida antes de uma decisão final. 
  6. Lula também afirmou que não foi responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao STF. O presidente lembrou que a nomeação ocorreu em 2017, durante o governo do então presidente Michel Temer.
  7. O caso segue em análise no Supremo e depende da devolução do processo pelo ministro Flávio Dino para que o julgamento possa ser retomado. Até o momento, não houve decisão definitiva sobre abertura de investigação contra ministros envolvidos nas discussões.
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