16 de setembro de 2026
Riedel rejeita nova intervenção na Santa Casa e defende gestão profissional para enfrentar crise financeira
Publicado em 16 de setembro de 2026 - 07h47
  1. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirmou que uma nova intervenção na Santa Casa de Campo Grande não seria a solução para a crise enfrentada pelo hospital e defendeu a adoção de uma gestão mais profissional, com transparência e melhoria da eficiência no uso dos recursos públicos. A declaração foi dada durante entrevista realizada nesta terça-feira (15), em meio às discussões sobre a situação financeira da instituição. 
  2. Segundo Riedel, a Santa Casa é uma instituição essencial para o sistema de saúde de Mato Grosso do Sul, mas enfrenta dificuldades financeiras estruturais, incluindo um passivo estimado em aproximadamente R$ 600 milhões. O governador afirmou que o Estado continuará apoiando o hospital, mas condicionou novos avanços nos repasses a mudanças no modelo de gestão e ao acompanhamento da produtividade dos serviços prestados. 
  3. Durante a entrevista, Riedel destacou que os recursos destinados à unidade pertencem à população e precisam ser aplicados com transparência. Segundo ele, o Estado repassou cerca de R$ 98 milhões em 2024, aproximadamente R$ 149 milhões em 2025 e, em 2026, os valores devem se aproximar de R$ 190 milhões, considerando os repasses realizados até o momento e a previsão para o restante do ano. 
  4. O governador explicou que a relação contratual da Santa Casa envolve principalmente o município, já que o hospital é uma instituição privada que recebe recursos públicos por meio do sistema de saúde. Por isso, segundo ele, uma eventual intervenção dependeria de decisões envolvendo outras instituições, como Prefeitura, Ministério Público, Justiça e a própria administração hospitalar. 
  5. “A intervenção não é a solução”, afirmou Riedel ao defender que o caminho seria uma mudança na gestão interna da instituição. Segundo o governador, é necessário compreender a origem das dificuldades financeiras e estabelecer um modelo administrativo que permita maior controle sobre os recursos e os resultados apresentados pelo hospital. 
  6. A discussão sobre uma possível intervenção voltou ao debate após a crise financeira enfrentada pela Santa Casa. Em meses anteriores, representantes do Ministério Público já haviam mencionado a possibilidade de medidas mais rígidas caso não houvesse avanço nas negociações sobre administração e equilíbrio financeiro da instituição.
  7. A Santa Casa de Campo Grande é referência para atendimentos de média e alta complexidade e recebe pacientes de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. O hospital também tem sido alvo de debates sobre financiamento, contratos públicos e manutenção das equipes médicas. 
  8. A direção da instituição e os órgãos envolvidos seguem discutindo alternativas para garantir a continuidade dos atendimentos e encontrar uma solução para o cenário financeiro.
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