- O mercado de fertilizantes passa por movimentos diferentes neste fim de agosto, exigindo atenção dos produtores rurais que se preparam para a safra de soja 2026/27. Enquanto a ureia apresenta valorização impulsionada pela demanda internacional, os fertilizantes fosfatados registram queda nos preços e o cloreto de potássio segue com pouca variação.
- A ureia alcançou valores entre US$ 480 e US$ 500 por tonelada no mercado brasileiro, influenciada principalmente pelo aumento da procura da Índia e por limitações na oferta de países do Oriente Médio. Uma nova cota de exportação anunciada pela China pode ampliar a disponibilidade do produto, mas os efeitos dependerão do volume que chegará ao mercado.
- No segmento dos fosfatados, o cenário é oposto. O MAP recuou para uma faixa entre US$ 850 e US$ 870 por tonelada nos portos brasileiros, enquanto produtos como TSP e superfosfato simples também apresentaram redução nos preços. Especialistas recomendam que os produtores façam compras em etapas, aproveitando oportunidades sem comprometer o planejamento diante das oscilações.
- O avanço das compras para a próxima safra também chama atenção. Até o final de julho, mais de 80% dos fertilizantes destinados ao cultivo da soja já haviam sido negociados no Brasil. Entre os estados com maior volume contratado estavam Mato Grosso, com 95%, Paraná, com 92%, e Goiás, com 90%.
- Com a aproximação do calendário agrícola, o mercado começa a voltar o olhar para os insumos necessários ao milho safrinha de 2027, mantendo o equilíbrio entre preço, disponibilidade e prazo de entrega como fatores decisivos para o planejamento dos produtores.