- Mato Grosso do Sul mantém até o dia 15 de setembro o período de vazio sanitário da soja, medida que impede a presença de plantas vivas da cultura em áreas rurais, margens de rodovias e locais de domínio público. A determinação busca reduzir a sobrevivência de pragas e doenças antes do início da próxima safra.
- Durante os 90 dias de restrição, os produtores devem realizar o monitoramento das propriedades e eliminar plantas voluntárias de soja, conhecidas popularmente como soja guaxa ou tiguera. O controle pode ser feito por meio de métodos químicos ou mecânicos, seguindo as recomendações dos órgãos de defesa sanitária.
- A principal preocupação das autoridades é o controle da ferrugem asiática da soja, uma das doenças que mais ameaçam a produtividade das lavouras. O fungo responsável pela doença pode sobreviver em plantas remanescentes e aumentar os riscos de contaminação na nova temporada de cultivo.
- A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) reforça que o cumprimento das regras é obrigatório e que propriedades que mantiverem plantas vivas de soja durante o período podem sofrer fiscalização, multas e outras penalidades previstas na legislação.
- A medida faz parte do calendário agrícola adotado para diminuir a pressão de doenças e contribuir para a sanidade das lavouras de Mato Grosso do Sul na safra 2026/27.